Justiça seja feita.
Tempos houve em que, com base no princípio de que todos os animais eram filhos de Deus, os cãezinhos, os gatinhos e afins eram tratados com extremo respeito.
Existem relatos que reportam para a realização de julgamentos na França do século 15, de ratos que infestavam celeiros e cuja expulsão teria de ser ditada por ordem de tribunal e não com recurso à vassourada e ao 605 forte como de costume. Assim sendo, os campónios afectados pela ratice teriam de esperar por uma decisão de tribunal, onde os ratos teriam direito a uma defesa (por um qualquer José Maria Martins francês desta época), pra poder despachar a bicheza dali pra fora.
Com o avançar dos tempos esta tradição perdeu-se, com a perca de respeito pela Natureza e com a crescente centralização do papel do Homem. Ora, a mim parece-me que esta prática faria um jeitão nos dias de hoje, não por causa dos ratos, mas sim por causa das ratas! Ah pois é, eu gostaria de levar a tribunal uma cambada de ratas que por aí andam e que foram responsáveis por um conjunto alargado de doenças venéreas que eu contraí!
Já me tou a ver na sala de tribunal, aguardando ansiosamente pela decisão do júri, no papel de pobre vítima incauta, esperando apenas que se fizesse justiça. Ia ser uma coisa mais ou menos assim:
-“Dona Jaquelina Bomboca, acusada do crime de pegar gonorreia ao senhor Emílio Tubarão é declarada culpada! Por este crime será condenada à realização de um tratamento à base de Hirudóide, durante 3 a 4 semanas e, caso este não se mostre eficaz, à utilização de um cinto de castidade, durante um período de 2 a 3 meses. Deverá ainda apresentar-se na esquadra local semanalmente, para uma inspecção higiénica a realizar plo cacetéte do guarda Abel!”
Outra bardajona que eu queria ver na barra era a Gualadupe, essa mulher demoníaca!
-“ Este tribunal considera Dona Guadalupe Tronchuda culpada da acusação de pegar chatos ao arguido, condenando-a a uma pena que passará por uma cura à base de Quitoso, num período de 4 a 5 semanas e, após isto, a uma rapadela da púbis como medida de consciencialização para a necessidade de não fazer da passarinha um ninho para este tipo de camarão miúdo.”
Far-se-ia justiça!!!
Vamos esperar que o respeito pela mãe natureza retorne para que um dia, eu possa pensar que moro num mundo melhor!
Despeço-me com amizade. ET

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