sexta-feira, dezembro 09, 2005

A Fantástica Descoberta!

Há dias assim! Dias destes proporcionam memórias que vou levar comigo prá campa.
Sim, vá me vejo no leito de morte a pensar : “Ah, mas que tarde aquela, que gloriosa descoberta que eu fiz!”.
Sim, descobertas destas deviam valer um prémio Nobel! Não sei em que categoria, mas de certeza que pelo menos um Nobelzito devia valer. A esta hora devem os meus intrépidos leitores estarem a interrogar-se – “ Mas que caralho é que este palhaço descobriu!? Tá para aqui com estas e merdas e no fim deve ter sido uma treta sem interesse, tipo a fusão a frio ou uma bichice desse género.”
Mas não, esta descoberta foi fantástica, brilhante, sublime!!! E, acredite-se ou não, foi um mero acaso.
Passo a explicar, antes que vocês me mandem à merda. Já andava a mirar uma colega do trabalho há um tempão. Não é uma daquelas que quando um gajo olha, se nos levanta logo o macaco hidráulico, mas exibia umas bombocas que me faziam arranhar o pessegueiro.
Meti conversa com ela e lancei a rede. Até que um dia, depois do trabalho e de lhe ter proporcionado uma noite chique na Taberna do Francês, com muitas mínes e salada de orelha à mistura, lá consegui levar a bisca até casa pra uma noite de loucura selvagem! E foi chegando a casa que fiz uma das descobertas do século!
Comecei a descascá-la assim que entrámos em casa e aquilo despia-se melhor do que uma Chiquita! Tava todo entusiasmado quando fitei o grelo de caras! Tinha bom aspecto. Nada de muito elaborado, mas com uma simplicidade extremamente apelativa. Decidi pôr língua à obra e foi aí, no momento da labuta, que eu tive uma experiência extrasensorial!
Então não é que, ao aproximar a fossa nasal daquele pito fino ele emanava, não o característico aroma a bacalhau pescado no Mar de Barents, mas um odor tipicamente alentejano!
Sim, é verdade! A passarinha desta minha amiga cheirava a migas!!!!!!!!!
E que pitéu eram estas migas! Perdi-me durante horas naquele manjar divino, com os sentidos ainda mais despertos devido à excitação provocada por esta fabulosa descoberta.
Depois de horas de excelso pitéu, tive de parar por causa da dormência na língua. Mas posso dizer que foi certamente uma das, senão a mais majestosa experiência da minha vida.
Em suma, sou um Galileu da cona.
Espero que todos vós possam um dia, ter a sorte que eu tive.

Despeço-me com amizade. ET