terça-feira, março 29, 2005

Hábitos Nojentos.

Existe uma premissa da masculinidade que funciona como um garante da continuidade da nossa espécie e que é - todo o homem deve possuir um fiél e saudável hábito nojento! Caso esta premissa não seja cumprida caímos num caso de rotíce profunda, o que pode ser deveras complicado!
Portanto meus amigos já sabem, homem que é homem mantém com orgulho um hábito nojento e quanto mais asqueroso melhor.
Os hábitos nojentos podem ser da mais variada ordem, mas existem alguns clássicos que preenchem à milhares de anos o imaginário erótico das mulheres ( sim, que eu bem sei que elas não resistem a estas provas de masculinidade profunda).
Entre os preferidos encontra-se a velhinha coçadela de cú, seguida de um profundo snifar de dedo . Este é um hábito milenar, que os nossos antepassados têm transmitido de geração em geração e que proporciona momentos de sincero deleite devido aos complexos bouquet's presentes, ao mesmo tempo que permite uma avaliação do estado higiénico da retaguarda, indicando desta forma a urgência com que o bidé mais próximo deve ser visitado.
Outros há que optam por coleccionar com afecto as bolas de cotão que se anicham e acumulam nos seus umbigos (ou embigos em determinados meios), para mais tarde observarem com orgulho a brotoeja que em si habitava e talvez, após uns bons anos de aprovisionamento, proceder à manufacturação de uma camisola de malha com o respectivo material aglomerado.
Existem também aqueles que gostam de cuspir para o ar e apanhar o seu próprio cuspo, sem o deixar cair no chão. Este exercício é particularmente interessante no Inverno, quando a acumulação de uma forte especturação permite que a escarra venha provida de uma potente langonha, que contribui para uma melhor aerodinâmica do projéctil, produzindo assim efeitos verdadeiramente espectaculares!
Eu como homem viril que sou, mantenho com vaidade os meus próprios costumes repulsivos. Entre os meus preferidos está a minha colecção de cera dos ouvidos, que mantenho de forma religiosa já à alguns anos. O processo desenrola-se da seguinte forma : os ouvidos permanecem sem qualquer tipo de limpeza durante períodos de uma a duas semanas, de forma a que fartas bolas de cera se possam acumular. Depois, com a ajuda da unha do mindinho, as bolas são cirurgicamente retiradas e colocadas num boião preparado para o efeito. Após a acumulação de uma quantidade razoável de material dedico-me à olaria, produzindo com muita estima cinzeiros em cera dos ouvidos, que utilizo como oferta para a família e amigos nas épocas festivas.
Outro dos meus hábitos nojentos resulta de uma doença (igualmente do foro nojento) da qual padeço. Devido aos meus dias de futebolista, utilizei em tempos balneários de clubes que representei e de outros contra os qual joguei ( e mal devo frisar). Como sempre achei que isso de usar chinelos no banho era meio abichanado, aventurava-me a andar descalço em locais que, no minímo, poderiam ser considerados como higiénicamente duvidosos já que muitas vezes confluíam na zona dos chuveiros fluídos de origens diversas e nem sempre muito prazenteiros. Ora, como resultado desta minha costela corajosa acabei por contraír o belo do pé de atleta, doença do foro micológico que provocava umas coceiras que eram tramadas. Como consequência das escarafunchadelas que eu dava e dou entre os dedos dos pés, pra alivar as comichões, surgem umas simpáticas feridas que são rodedas por peles, que muitas vezes vêm acompanhadas de um agradável aroma a chulé. Ora, o hábito que eu mantenho regularmente é a utilização dessas peles como substituto da pastilha elástica. Perco horas a mastigar graciosamente aqueles pedaços de paraíso. O meu próprio médico já me receitou um unguento para me curar da maleita, mas apesar das feridas que ficam, eu já não passo sem as minhas bubbalicious dérmicas!
Peço a quem quiser, que partilhe com a irmandade os seus hábitos repulsivos, para que este blog possa ser ainda mais enriquecido!

Despeço-me com amizade. ET