quarta-feira, março 16, 2005

Vitória!!

Hoje foi para mim um dia pleno de glória!
Após 3 semanas de luta, consegui finalmente derrotar aquela que havia sido a minha némesis durante este período.
Tudo começou ainda durante o mês de Feveiro quando, após ter degustado alegremente uma farta feijoada de choco, rica em aditivos picantes de origem dúvidosa e bem regada por uma pomada tinta directamente saída de uma caixa de cartão (vinhaça de cólidade!), o Jeremias correu desvairadamente em direcção à casa de banho do escritório para lá deixar uma boa e mal-cheirosa parte de si. Depois de um parto de aproximadamente 30 minutos (e o fulano jura que não foi cesariana), Jeremias puxou finalmente o autoclismo, apenas para reparar que havia sido ele o escultor de uma grandiosa estalactite acastanhada, que teimosamente se mantinha agarrada às paredes da sanita, recusando ir para baixo com o restante corpo do recém-nascido.
Surgiu nesse instante, um dos maiores desafios jámais colocados ao ser humano!
À semelhança do Rei Artur, apenas o mais bravo dos homens seria capaz de retirar aquela Excalibur das paredes da sanita!
A única arma disponível para que os bravos guerreiros levassem a sua avante era o seu próprio jacto de urina, qual sabre de cavaleiro Jedi! E assim começou a empreitada.
O 1º foi o Salgueiro, que se esqueçeu que aos 63 anos a próstada já não é o que era, acabando por sair derreado do duelo e directamente para a reforma!
O Pinto também não foi longe, apesar dos seus esforços. Bebeu 3 litros de água durante a manhã, pensando que podia vencer o desafio através da persistência do jacto. Enganou-se redondamente acabando com uma valente dor de rins e uma história pra contar aos netos.
O Ernesto pensava que ia lá com anabolizantes, vai daí tomou um diurético para ajudar à coisa. Acabou magrinho comó caraças, vencido e ainda acusou positivo no anti-doping!
Muitos outros tentaram, outros tantos caíram. Formaram-se filas e filas de candidatos a vencer o monstruoso dinossauro rectal, acabando todos da mesma forma. Derrotados, caídos e prontos a terminarem com a própria vida ou mesmo a aderir ao PP.
Até que chegou o dia! Preparei-me durante 3 semanas para o confronto. Fiz uma dieta rigorosa, não fiz sexo para não gastar energias (ok, confesso que isto aconteceu porque o meu odôr corporal não me permitiu arranjar ninguém, mas pode ser que a desculpa passe) e treinei a pontaria no campo de tiro de Alcochete afincadamente.
E assim lá fui eu, qual cavaleiro da Távola Redonda, pronto a enfrentar o maior dos desafios. E hoje, às duas e vinte da tarde, lá estava eu diante da besta! Era eu ou ela, não havia saída, apenas um nós ficaria vivo para contar a história. Era a hora da verdade e não havia lugar para falhas! Desapertei a braguilha, saquei do guerreiro de cabeça púrpura e apontei! E aí aconteceu! De dentro de mim correu o mais poderoso dos rios, um verdadeiro Amazonas de urina, criando uma enxurrada à qual nada poderia resistir! E qual tsunami de ácido úrico, tudo foi levado à frente. Não havia nada que pudesse resistir áquilo, nem mesmo a mais forte das estruturas jámais criadas pelo Homem!
E para espanto e gáudio de todo o mundo, após as duas sacudidelas vigorosas que sinalizavam o final da batalha (mais de duas é punheta), ele havia deixado de existir!
Sim, eu derrotei o monstro, o King-Kong sanitário, e de imediato o meu vigor foi exaltado, dando até origem a odes em seu louvor! Creio que a partir de hoje sou um mito, uma verdadeira lenda, um ser maior entre os mortais.
Hoje é dia de celebração da minha vitória, e não faltará concerteza uma mesa farta, um copo cheio e uma data de prostitutas baratas que não se importem com o cheiro.
Despeço-me com amizade. ET